English
   
   

 Home
A Clínica Muricy
Calvície
: Calvície Masculina
: Calvície Feminina
: Vídeo Demonstrativo
: Causas
: Folículo Capilar
Credibilidade
Mega e Gigassessões
Tratamento Cirúrgico
Tratamento não Cirúrgico
Transplante de Sobrancelhas
Hospital
Cliente Vip
Notícias
Dúvidas
Glossário
Mitos e Verdades
Links
Avaliação Fotográfica Pré-Operatória
Resultados
Localização
 Contato

DEFINIÇÃO

A calvície não é um processo agudo de queda repentina dos cabelos. Não se fica careca de um dia para o outro. O que realmente ocorre é a miniaturização progressiva dos fios, ou seja, a transformação de fios grossos ( chamados pêlos terminais ) em fios finos e cada vez mais curtos ( chamados de velus ou penugem ). Na evolução do processo de miniaturização,  ainda observamos  a mesma quantidade de raízes vivas, porém estas geram fios menores e mais fracos. Com isso, podemos  enchergar a pele do couro cabeludo através dos mesmos. Geralmente é nesta fase em que os portadores da calvície percebem que estão com menos cabelos.

  A calvície é também chamada de ALOPÉCIA ANDROGENÉTICA ( AAG ). No homem, inicia-se na região das têmporas ( "entradas"), e evolue acometendo todo o topo do couro cabeludo até a região do vertex ( "coroa"). Nas mulheres o processo é mais difuso, a perda ocorre na regão central e superior do couro cabeludo, sem afetar a linha anterior de implantação dos cabelos.

 

CLASSIFICAÇÃO 

A calvície masculina é classificada em 7 tipos principais, segundo Hamilton-Norwood. O subtipo A, é classificado quando a cálvície evolue na região frontal sem formar uma península  de cabelos na região central, e sem acometer a região do vertex ("coroa") simultaneamente.

                 


O fator genético da calvície

A calvície é de transmissão genética autossômica dominante, ou seja, basta somente a presença de um gene, vindo  de um dos pais, para o filho manifestar a patologia. Se o pai ou a mãe tem calvície, o filho tem 50% de chance adquirir a mesma. Se ambos os pais tem calvície ( sendo que o lado materno positivo pode ser a presença de calvície no avô materno ) a chance aumenta para 75% .

 Analisando a embriogênese dos cabelos percebe-se que a área que será afetada pela calvície (região frontal, topo e vertex) tem origem em uma determinada região do embrião chamada de crista neural, e que a área que será imune à calvície (laterais da cabeça e nuca) tem origem em uma outra região do embrião chamada de mesoderma. A diferença na origem embrionária entre a área que é afetada pela AAG e a área que é imune, influencia a resposta dos folículos capilares à DHT, ou seja, somente os folículos da região frontal, intermediária e vertex possuem receptores para  se ligarem com o hormônio. Como os folículos da região ocipital não possuem receptores para DHT, nunca sofrendo a miniaturização. Isto possibilita o tratamento da calvície de forma definitiva, através do transplante de cabelos.

O fator hormonal da calvície

Os hormônios sexuais têm um papel importante na AAG ( alopécia androgenética ). A Testosterona reage com uma enzima chamada de 5-alfa-reductase tipo II, presente nos folículos,  transformando-se em dihidrotestosterona, ou DHT. Sabe-se que os homens tem 40% mais receptores para 5 alfa redutase na região frontal e que possuem 3,5 vezes mais 5 alfa redutase do que as mulheres. Isto explica porque na maioria das vezes a calvície masculina se inicia pela região frontal.

A DHT é 5 vezes mais potente que a testosterona, e  é ela quem age no folículo capilar levando à miniaturização do fio de cabelo. A Testosterona tem sua produção aumentada com o início da puberdade, por isso que muitos quadros de AAG têm início nesse período. A quantidade de testosterona é igual nos pacientes calvos e não calvos, porém a DHT é maior nos calvos. Não existe aumento de testosterona na corrente  sanguínea dos pacientes calvos, o que ocorre é uma sensibilidade dos receptores celulares, de certas regiões do couro cabeludo, a DHT nos pacientes que possuem herença genética para a calvície.