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Transplante de Fios Longos
A mais recente novidade em cirurgia capilar é o uso dos fios longos da área doadora para o transplante. Desta maneira, consegue-se ver o resultado imediatamente após o procedimento. Estes fios também cairão dentro de 15 dias, como no método convencional, e crescerão novamente a partir de 3 meses da cirurgia, gerando o resultado definitivo. Indicamos principalmente para as cirurgias menores, como transplante de cílios, sobrancelhas, barba, cavanhaque, sequelas de cirurgia de face, etc. em decorrência do aumento do tempo da cirurgia.


Transplante de fios longos - 01 dia de pós-operatório. ( clique na imagem para ampliar )
Sutura Tricofítica
Com o objetivo de melhorar o aspecto da cicatriz da região doadora, surgiu em 2005 uma nova técnica chamada de Sutura Tricofítica. Esta consiste em remover 1mm de epiderme ( camada mais superficial da pele ) do bordo inferior da ferida cirúrgica, e deixar os fios abaixo desta íntegros. Quando se faz a sutura dos bordos da ferida, estes fios remanecentes crescerão através da mesma, camuflando a cicatriz resultante. Não há risco dos fios encravarem, pois como estes crescem 0,33mm por dia, há tempo destes fios atravessarem a pele antes do total fechamento da ferida.
Fue (follicular unit extration)
É conhecida como Transplante de Cabelos "sem cicatriz" . A técnica consiste em retirar diretamente as unidades foliculares (ufs) da área doadora (região posterior) através de um instrumento chamado “punch” de 1.0mm de diâmetro, sem a necessidade de incisões ou sutura. É indicada para casos específicos como área doadora sem elasticidade, com múltiplas cicatrizes ou com baixa densidade.
Esta técnica não é a 1° escolha da maioria dos cirurgiões de calvície, pois possui vários inconvenientes como, ter que raspar o cabelo do paciente amplamente, para conseguirmos visualizar o ângulo de saída dos cabelos no couro cabeludo; há risco de transecção nesta retirada, ou seja, corte das unidades foliculares por não conseguirmos enxergar a exata direção dos fios (técnica “as cegas “); há perda de até 20% das unidades foliculares; é extremamente demorado e cansativo para o médico e paciente; a quantidade retirada é menor comparando-se com a técnica tradicional (cerca de 500 a 800 unidades foliculares contra 2600 a 3000 unidades da convencional); o custo da cirurgia torna-se elevado pela quantidade de unidades obtidas; e com múltiplas sessões, a região trabalhada pode apresentar um rarefação visível.


Não é possível a realização de mega, supermega ou gigassessão utilizando a técnica de FUE.
Incisão coronal

Incisões Sagitais

Incisões Coronais

Incisões Coronais
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São incisões realizadas no sentido horizontal.
O transplante de cabelos iniciou com a técnica dos “punches”, incisões circulares que retiravam uma porção da pele do couro cabeludo, e onde se introduziam os enxertos, também circulares, que continham de 6 a 8 fios, resultando o famoso “cabelo de boneca”.
Com a evolução da técnica, surgiram as incisões sagitais ou verticais feitas com lâminas cada vez menores, para a introdução de unidades foliculares de 1, 2, 3 ou 4 fios.
Mais recentemente, com a observação da anatomia do couro cabeludo normal, vemos que as unidades foliculares, geralmente estão orientadas no sentido coronal. O Dr. Jerry Wong, do Canadá, foi o criador destas novas incisões horizontais no transplante de cabelo, para tentar mimetizar a natureza. Elas permitem que os cabelos cresçam uns sobre os outros como em um “telhado”, dando uma melhor cobertura à área calva, bloqueando a visão da pele do couro cabeludo. Desta forma consegue-se a “ilusão” de maior volume de cabelos na região.
Este tipo de incisão horizontal também permite que a angulação das incisões seja bem mais aguda, fazendo com que os cabelos nasçam deitados, como os normais. Nas verticais a angulação pode ficar maior e os cabelos transplantados nascem “em pé”, permitindo-se ver através dos fios, gerando um aspecto artificial.
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Dense packing (transplante de alta densidade por cm²)
Com a evolução da técnica de transplante de cabelos, os enxertos tornaram-se menores, hoje chamados de unidades foliculares (ufs). E as incisões também. Com isso, reduziu-se o trauma no couro cabeludo, gerando um menor dano vascular. Isto possibilitou uma maior concentração de incisões por cm², aumentando o número de unidades foliculares transplantadas por cm², e a densidade final obtida em uma única cirurgia.
Sabemos, através da densitometria, exame realizado para verificar o número de unidades foliculares por cm² de cada paciente,

131 Unidades Foliculares /cm²
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que um couro cabeludo normal tem uma densidade que varia de 70 a 100 ufs/cm², com pequenas variações para mais ou para menos. Porém, como existe um limite na área doadora a ser retirada, imposta pela elasticidade do couro cabeludo de cada indivíduo, não conseguimos gerar esta densidade na área receptora calva. A boa notícia é que com uma densidade de 40 a 50 ufs/cm², já conseguimos um aspecto de “cabelo cheio”.
Nas técnicas de mega, supermega e gigatransplante da Clínica Muricy, onde são transplantadas 2500 a 4000 unidades foliculares em uma única sessão, consegue-se gerar esta alta densidade nas áreas que mais incomodam os pacientes. Para a cobertura de toda a área calva, necessita-se de mais de uma sessão, pelo próprio limite de ufs que conseguimos obter em cada cirurgia.
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